Apresentado por João da Gente a Natal,
presidente da Portela, passou a integrar a ala
dos compositores da Escola em 1950.
Em meados da década de 1960, deixou a
Portela e entrou para a Unidos de Jacarezinho
(para a qual compôs 'História de
Vila Rica do Pilar - a descoberta do ouro' para
o carnaval de 1970 e 'Homenagem a Geraldo Pereira'
para o carnaval de 1980), mas retornou à
Portela em 1969 e a partir de então, tornou-se
responsável pela Velha Guarda da Escola.
Em 1971, Paulinho da Viola interpretou de sua
autoria "Lenço" (c/ Chico Santana)
e, no ano seguinte, gravou outra composição
sua: "Passado de glória". Risadinha
gravou em 1975 "Vida de rainha" (c/
Alvaiade). Neste mesmo ano, Roberto Ribeiro gravou
"Proposta amorosa", de sua autoria,
grande sucesso na época.
Passou a liderar a Velha-Guarda da Portela após
a morte de Manacéia. Com ela, apresentou-se
no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, e
no teatro da Fundação Getúlio
Vargas, em São Paulo.
No ano de 1974, gravou seu primeiro LP como cantor.
No ano seguinte, "Amor de malandro"
(c/ Alcides Dias Lopes), foi gravada por João
Nogueira no disco "Vem quem tem”.
O segundo LP foi lançado em 1976 pela
Eldorado e reeditado em CD em 2000. O disco contou
com a participação especial da Velha-Guarda
da Portela, no qual interpretou "O quitandeiro"
(c/ Paulo da Portela), "Lenço"
(c/ Chico Santana), "Ingratidão"
(c/ José Mauro), "Conselho" (c/
Manacéia), entre outras.
Em 1977, "O passado da Portela", de
sua autoria, foi interpretada por João
Nogueira no LP "Espelho". No ano seguinte,
em parceria com Raul Marques e Bucy Moreira, fez
a adaptação do tema folclórico
"Miudinho", gravada por Paulinho da
Viola.
Em 1979, Roberto Ribeiro lançou outro
sucesso de sua autoria, "Triste desventura",
em parceria com José Mauro. Ainda em 1979,
"Força de vontade", parceria
com Mijinha, foi incluída no disco "Zumbido",
de Paulinho da Viola. Neste mesmo ano, João
Nogueira interpretou "Enganadora" (c/
Alcides Dias Lopes) no LP "Clube do Samba".
No ano seguinte, em 1980, João Nogueira
gravou outra composição de sua autoria,
"Serei teu ioiô", parceria com
Paulo da Portela.
Em 1983, "Quem lucrou fui eu", de sua
autoria, foi gravada com sucesso por Roberto Ribeiro.
No ano de 1984, interpretou, com a Velha-Guarda
da Portela a faixa "Direito à vida"
(Elton Medeiros e Ana Terra) no LP "Histórias
do céu e da terra", disco e projeto
infantil de Ana Terra.
No ano de 1986, produzido por Katsunori Tanaka
para o mercado japonês, foi lançado
o disco "Doce recordação",
da Velha-Guarda da Portela (da qual sempre fez
parte). No LP, interpretou várias composições,
entre elas, algumas de sua autoria como "fui
condenado", parceria com Mijinha. Neste mesmo
ano, no disco de estréia de Zeca Pagodinho,
foi incluída a sua composição
"Coração em desalinho",
na época apareceu no crédito da
música apenas Diniz e Ratinho e não
Monarco e Ratinho, como viriam a aparecer em outros
discos.
Em 1987 o grupo Exporta Samba gravou no LP "Valeu
a experiência" sua composição
"Quero ver meu amor", em parceria com
Ratinho (Alcino Correa). No ano seguinte Em 1988,
pelos dez anos de falecimento do compositor Candeia,
a Funarte lançou um disco em homenagem
ao parceiro, sendo incluída a música
"Portela é uma família reunida",
parceria de ambos.
Em 1994, foi lançado no Brasil o CD "A
voz do samba", produzido por Henrique Cazes
e gravado em 1991, mas lançado somente
no Japão. Este disco recebeu o "Prêmio
Sharp" de "Melhor Cantor", na categoria
samba.
No ano de 1995, apresentou-se em São Paulo
no bar Vou Vivendo.
Em 2000, participou de shows da Velha-Guarda
da Portela com a cantora Marisa Monte, lançando
o CD "Tudo azul". Ainda neste ano, Leci
Brandão e Péricles interpretaram
"Tudo menos amor", parceria com Walter
Rosa, no disco "Casa de samba 4", produzido
por Rildo Hora para a gravadora Universal Music,
e Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria "Nunca
vi você triste", parceria com Alcino
Correa - o Ratinho. Ainda em 2000, participou
ao lado de Cristina Buarque do segundo show da
série de quatro espetáculos dedicados
a Nelson Cavaquinho "Pranto de poeta",
escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin para
o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Neste
mesmo ano, com Eliane Faria, Paulinho da Viola,
João Nogueira, Cristina Buarque, Simone
Moreno, Wilson Moreira, Noca da Portela e Dorina,
participou do disco "Ala dos Compositores
da Portela", no qual este grupo interpretou
"Hino da Velha Guarda", de autoria de
Chico Santana.
No ano de 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson
Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Niltinho
Tristeza, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino,
Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Luiz Grande,
Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado,
participou do show "Meninos do Rio",
apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil,
no Rio de Janeiro, sendo o CD homônimo lançado
ainda em 2001. Neste mesmo ano, com produção
de Henrique Cazes e Katsunori Tanaka, lançou
o CD "Uma história do samba",
disco somente para o mercado japonês, no
qual incluiu de sua autoria "Amor de malandro"
(c/ Alcides Malandro Histórico), "Nossos
pioneiros" e ainda "O samba não
pode acabar", parceria com o filho Mauro
Diniz. Interpretou também "Rir"
(Noel Rosa e Cartola), "João Ninguém"
(Noel Rosa), "Escurinho" (Geraldo Pereira),
"Uma jura que eu fiz" (Ismael Silva),
"Aquarela brasileira" (Silas de Oliveira),
"Isto é bom" (Xisto Bahia), "Ora
vejam só" (Sinhô) e "A
malandragem" (Bide). O disco ainda contou
com a participação dos músicos
Paulão Sete Cordas, Mauro Diniz, Beto Cazes
e Paulo Sérgio Santos, além do coro
composto por Cristina Buarque, Tia, Doca, Surica,
Teresa Cristina, Pedro Miranda e Mariana Bernardes.
No mesmo ano, o CD ganhou o prêmio "Disco
do Ano", da revista "Music Magazine",
a principal publicação sobre música
no Japão.
Em 2002, Zeca Pagodinho incluiu "Amor não
me maltrate", de autoria de Monarco, no disco
"Deixa a vida me levar". Ainda em 2002
foi lançado o livro "Velhas histórias,
memórias futuras" (Editora Uerj) de
Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor
faz várias referências ao compositor.
No ano de 2003 foi o vencedor do festival "Fábrica
do Samba", com a composição
"Coração feliz", em parceria
com seu filho Mauro Diniz. Neste mesmo ano, o
grupo Revelação, no disco "Samba
de raiz 3", regravou "Coração
em desalinho", desta vez, constando nos créditos
os nomes: Monarco e Ratinho. Neste mesmo ano,
ao completar 70 anos, comemorou em grande estilo
com show na Quadra da Portela e participação
de inúmeros convidados de várias
escolas de samba. O mesmo show foi apresentado
também no ATL Hall, na Barra da Tijuca,
com a presença de vários convidados,
entre eles, Paulinho da Viola e Velha-Guarda da
Portela. Neste mesmo ano, ao lado de Dona Ivone
Lara, Wilson Moreira, Elton Medeiros, Cristina
Buarque, Renato Braz, Velha Guarda da Portela,
Elza Soares, Teresa Cristina, Mart'nália,
Cristina Buarque, Nilze Carvalho, Seu Jorge e
Walter Alfaiate, entre outros, participou do CD
"Um ser de luz - saudação à
Clara Nunes", lançado pela gravadora
Deck Disc, no qual interpretou com a Velha-Guarda
da Portela a faixa "Peixe com coco",
de autoria de Alberto Lonato, Josias e Maceió
do Cavaco. Ainda em 2003 o disco "Uma história
do samba" foi lançado no Brasil pela
gravadora Rob Digital.
Em 2004 participou do disco de Tia Surica, interpretando
em dueto com a pastora a faixa "Ditado certo",
de sua autoria, composta em 1952 e nunca gravada.
Comandou uma roda de samba que reuniu Xangô
da Mangueira, Roberto Serrão, Mauro Diniz,
Genaro e Délcio Carvalho, entre outros,
apresentada no "Projeto Puxando Conversa",
no Museu da República no Rio de Janeiro.
Apresentou-se no Bar, Restaurante e Casa de Shows
Feitiço Mineiro, no projeto "Gente
do Samba", acompanhado do grupo Samba Choro
integrado por Evandro Barcellos (violão
de sete cordas), Valerinho (cavaquinho), Chico
Lopes (sax e flauta), Kunka (surdo) e Makley (pandeiro
e vocais). Neste mesmo ano de 2004 seu disco "Uma
história do samba" recebeu do "II
Prêmio Tim" o prêmio de "Melhor
Disco de Samba". Ainda neste ano foi um dos
convidados de Beth Carvalho no DVD "Beth
Carvalho - a madrinha do samba", no qual
interpretou com a Velha-Guarda da Portela e a
anfitriã as faixas "Passarinho"
(Chatim), "Saco de feijão" (Chico
Santana) e "A chuva cai" (Argemiro e
Casquinha). Ainda em 2004, no disco "Daqui,
dali e de lá", o grupo Toque de Prima
gravou de sua autoria "Titia", parceria
com Ratinho. Neste mesmo ano sua composição
"Velhas lagartas, novas borboletas"
(c/ Dalmo Castello) foi incluída no CD
"Passeador de palavras", de Dalmo Castello.
Em 2005 sua composição "Coração
feliz" (c/ Mauro Diniz), foi incluída
no CD "À vera", de Zeca Pagodinho,
faixa na qual participou com integrante da Velha-Guarda
da Portela. Neste mesmo ano, sua neta Juliana
Diniz gravou de sua autoria "Beijo na boca"
(c/ Ratinho).
Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Clara Nunes,
Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, entre outros, também
já gravaram composições suas
e com as quais fizeram grande sucesso.
Em 2006 fez show na Sala Funarte Sidney Miller,
no Rio de Janeiro, no qual comemorou 72 anos de
idade e recebeu diversos convidados especiais,
amigos e parceiros.