Beth
Carvalho, que conheceu Zeca no Cacique de Ramos
em 1981, convidou-o para participar de seu disco
"Suor no rosto", de 1983, no qual cantaram
em dueto "Camarão que dorme a onda leva",
de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço.
No ano seguinte, o grupo Fundo de Quintal incluiu
de sua autoria "Castelo de cera", em parceria
com Arlindo Cruz no CD "Seja sambista também",
pela gravadora RGE.
Em 1985, a RGE o convidou a gravar a coletânea
"Raça brasileira", juntamente
com Jovelina Pérola Negra, Mauro Diniz,
Pedrinho da Flor e Elaine Machado. O disco foi
um sucesso de vendas e execução
nas rádios.
O primeiro disco solo, "Zeca Pagodinho",
de 1986, pela gravadora RGE, vendeu 800 mil cópias,
emplacando vários sucessos, como "SPC"
(c/ Arlindo Cruz), "Brincadeira tem hora"
(c/ Beto Sem Braço) e "Judia de mim",
em parceria com Wilson Moreira. O LP é
considerado uma obra-prima do partido-alto. No
disco também foram incluídos os
sucessos "Quintal do meu céu"
(Jorge Aragão e Wilson Moreira), "Quando
eu contar" (Iaiá) (Serginho Meriti
e Beto Sem Braço) e "Cheiro de saudade",
faixa de autoria de Sereno e Mauro Diniz, com
a participação especial de Ana Clara.
Outra participação importante foi
a do partideiro Deni de Lima que interpretou em
dueto com o anfitrião um pot-pourri com
"Hei de guardar teu nome", "Vou
lhe deixar no sereno" e "Macumba da
nega". Neste mesmo ano, Almir Guineto, pela
mesma gravadora, incluiu em seu disco a música
"Lama nas ruas", parceria de ambos.
Reinaldo gravou de sua autoria "Vem pra ser
meu refrão", em parceria com Arlindo
Cruz. No ano seguinte, em 1987, no LP "Aquela
imagem", Reinaldo interpretou "Que pecado",
de Zeca Pagodinho, Acyr Marques e Arlindo Cruz.
Em 1988, lançou pela gravadora RCA o disco
"Jeito moleque", disco no qual interpretou
os sucessos "Manera, mané" (Beto
Sem Braço, Serginho Meriti e Arlindo Cruz),
"O sol e a brisa" (Franco e Mauro Diniz),
"Por querer, sem querer (Serginho Meriti
e Acyr Marques), "Mulher perversa" (Monarco
e Chico Santana) e a faixa-título "Jeito
moleque", de autoria de Darcy do Nascimento
e Dominguinhos do Estácio. No mesmo LP
incluiu diversas composições de
sua autoria: "Se tivesse dó"
(c/ Nélson Rufino), "Chamego de pai"
(c/ Beto Sem Braço), "Pisa como eu
pisei" (c/ Beto Sem Braço e Aluízio
Machado) e "Partido doce", em parceria
com Mauro Diniz. Participou do disco "Bate
outra vez", em homenagem a Cartola, no qual
interpretou "Minha", de autoria de Cartola.
No ano seguinte, em 1989, no disco "Boêmio
feliz", figurando mais como intérprete,
incluiu de sua autoria apenas as composições
"Tempo de criança" (c/ Beto Gago)
e "Ter compaixão" (c/ Arlindo
Cruz e Marquinho China). Também foram incluídas
"Saudade louca" (Arlindo Cruz, Franco
e Acyr Marques), "Pinta de lorde" (Adilson
Bispo e Zé Roberto), "Formiga miúda"
(Wilson Moreira e Sérgio Fonseca) e "Shopping
samba" (Wilson Moreira e Marcos Paiva), as
duas últimas com a participação
especial de Wilson Moreira. Interpretou um pot-pourri
de compositores da Portela, escola da qual é
devoto. Na faixa, contando com a participação
especial de Argemiro, interpretou "Volta,
meu amor" (Manacéia e Áurea
Maria), "Cada um pro seu lugar" (Alberto
Lonato), "Eu já ando meio cheio de
aborrecimento" (Nélson Amorim), "Dona
do meu coração" (Alcides Lopes)
e "Cantar de um rouxinol", de autoria
de Paulo da Portela.
Em 1990, no LP "Mania de gente", incluiu
"É de black tie", em parceria
com Martinho da Vila. No ano seguinte, lançou
o LP "Pixote", pela gravadora RCA, no
qual interpretou o sucesso "Mafuá
de Iaiá", em parceria com Argemiro
e Serginho. Ainda em 1991, participou do disco
"Nada além", em comemoração
aos 80 anos de Mário Lago, no qual, no
qual interpretou "Ai! Que saudade da Amélia!",
de Ataulfo Alves e Mário Lago.
Em 1992, lançou pela gravadora RCA o disco
"Um dos poetas do samba", no qual incluiu
"O feijão de Dona Neném"
(c/ Arlindo Cruz), "Talarico, ladrão
de mulher" (c/ Serginho Procópio)
e "Falsa alegria" (c/ Monarco e Ratinho)
e a faixa-título, "Um dos poetas do
samba" (Mário Sérgio, Caprí
e Wilson Moreira), além dos sucessos "Vê
se me erra" (Serginho Meriti, Octacílio
da Mangueira e Carlos Senna), "Fiquei amarrado
na sua blusinha" (Barberinho do Jacarezinho
e Rody do Jacarezinho) e "Vai com Deus",
da autoria de Casquinha. No ano seguinte, em 1993,
no disco "Alô, mundo!", lançado
pela gravadora RCA, incluiu várias músicas
de sua autoria, entre elas, "Ai que saudade
do meu amor" (c/ Arlindo Cruz), "O salaminho"
(c/ Ratinho), "Moenda velha" (c/ Wilson
Moreira), "Mandei um toque" (c/ Serginho
Procópio e Espingarda de Xerém)
e "Frio de uma solidão", em parceria
com Mauro Diniz.
Em 1996, lançou pela PolyGram o disco
"Deixa clarear", cujo repertório
incluiu "Verdade" (Nélson Rufino
e Carlinhos Santana), "Deixa clarear"
(Arlindo Cruz, Sombrinha e Marquinhos PQD), "Nega
do patrão" (Octacílio da Mangueira
e Ari do Cavaco), "Vivo isolado do mundo"
(Alcides Dias Lopes), "Velho ditado"
(Dudu Nobre e Luizinho SP), "Conflito"
(Barberinho do Jacarezinho e Marcos Diniz) e "Não
sou mais disso", de sua autoria em parceria
com Jorge Aragão, todas, grandes sucessos
em várias emissoras de todo o país,
que marcariam definitivamente a sua carreira.
O CD "Zeca Pagodinho ao vivo" vendeu
mais de meio milhão, em 1999.
No disco "Casa de samba 2", gravou
com Caetano Veloso a música "Com que
roupa?", de Noel Rosa. Anos mais tarde, no
disco "Casa de samba 4", também
produzido por Rildo Hora, dividiu com Sandra de
Sá a faixa "Judia de mim", parceria
com Wilson Moreira.
Ganhou sete "Discos de Ouro" e dois
de "Platina". Suas constantes apresentações
no Metropolitan, uma das maiores casas de shows
da América Latina, somaram um público
superior a um milhão de espectadores só
no período 1999/2000.
No ano 2000, lançou o disco "Água
da minha sede" pela gravadora Universal,
que vendeu 600 mil cópias e no qual interpretou
"Alto lá", composta em parceria
com Sombrinha e Arlindo Cruz, tema da novela "O
Clone", da Rede Globo). Incluiu ainda a faixa-título
"Água da minha sede" (Dudu Nobre
e Roque Ferreira), "Maneco telecoteco"
(Marques e Roberto Lopes), "Delegado Chico
Palha" (Tio Hélio e Nilton Capolino),
"A ponte" (Elton Medeiros e Paulo César
Pinheiro), "Perfeita harmonia" (Almir
Guineto, Bidubi e Bandeira Brasil), "Nunca
vi você tão triste" (Monarco
e Alcino Corrêa), "Preservação
das raízes" (Barberinho do Jacarezinho
e Luiz Grande), "Pagode fino trato"
(Carlos Roberto da Mangueira) e "Jura",
de autoria de Sinhô (José Barbosa
da Silva), compositor de grande prestígio
na década de 1920 no Rio de Janeiro e um
dos fundadores do samba. A música foi incluída
na novela "O Cravo e a Rosa", da Rede
Globo. Deste disco ainda se destacou a faixa "Vacilão"
(Zé Roberto), tocada exaustivamente em
todas as emissoras do país. Ainda no mesmo
ano, ao lado de outros artistas, participou do
CD "Os melhores do ano II", pela gravadora
Indie Records, no qual interpretou "Saudade
louca" (Acyr Marques, Arlindo Cruz e Franco)
e, junto a Almir Guineto, "Insensato destino",
de autoria de Chiquinho, Maurício Lins
e Acyr Marques.
No ano 2001, ao lado de vários artistas
participou, na casa de show Tom Brasil, em São
Paulo, de uma homenagem a João Nogueira.
No show interpretou as composições
"Do jeito que o rei mandou" e "Sonho
de bamba", sendo o disco lançado logo
após pela gravadora Jam Music. Ainda em
2001, idealizou e possibilitou junto à
gravadora Universal o disco "Quintal do Pagodinho",
produzido por Rildo Hora. No CD foram reunidos
vários compositores preferidos do cantor
e que fazem seu repertório ser o sucesso
que é, entre eles, Wilson das Neves, Efson,
Zé Roberto, Barbeirinho do Jacarezinho,
Luiz Grande, Dunga, Carlos Roberto, Maurição,
Jorge Macarrão, Luizinho Toblow, Leandro
Dimenor, Rixxah, Alamir e Octacílio da
Mangueira. O disco foi gravado ao vivo em seu
sítio, em Xerém, e lançado
em um grande show no Canecão, no Rio de
Janeiro, transformando o palco da casa em uma
roda de samba. No final do ano de 2001, participou
do disco "Nome sagrado - Beth Carvalho canta
Nelson Cavaquinho", no qual interpretou em
dueto com a madrinha-artística, a faixa
"Dona Carola", de Nelson Cavaquinho,
Norival Bahia e Walto Feitosa. Fundou o Instituto
de Educação Artística de
Xerém, no qual 160 crianças das
comunidades próximas têm, totalmente
de graça, aulas de piano, sopros, teclados,
cordas (na Escola de Música Mata Virgem),
acesso à biblioteca, equipamento audiovisual,
leitura musical e práticas vocais. O Instituto
também mantém consultório
médico e dentário para os alunos,
para os quais a única exigência é
que estejam matriculados em escola de ensino regular.
Em 2002, ao lado de outros artistas, participou
do disco "Os melhores do ano III", CD
no qual interpretou com Dudu Nobre a música
"Faixa amarela" (Zeca Pagodinho, Jessé
Pai, Luiz Carlos e Beto Gago). Ainda em 2002,
com produção de Rildo Hora, lançou
o CD "Deixa a vida me levar". No disco
contou com a participação da Velha-Guarda
da Portela em duas faixas, incluiu de sua autoria
"Chove, é o céu que chora",
parceria com Mauro Diniz, "Riquezas do Brasil"
(Candeia e Valdir 59), "Meu modo de ser"
(Zé Roberto), "Calangueei" (Almir
Guineto), "Amor não me maltrate"
(Monarco), "Nega Judite" (Leandro Dimenor)
e a faixa-título "Deixa a vida me
levar", de autoria de Serginho Meriti e Eri
do Cais, que seria ainda mais veiculada depois
que os jogadores brasileiros a elegeram a música
preferida nos encontros informais da seleção
na Copa do Mundo de futebol de 2002. Ainda deste
mesmo disco, destacou-se o grande sucesso "Caviar"
(Luiz Grande, Barbeirinho do Jacarezinho e Marcos
Diniz). No dia 1º de maio de 2002 foi a estrela
máxima das celebrações públicas
do Dia do Trabalho. Seu show na praia de Copacabana
reuniu mais de 60 mil expectadores, testemunharam
a maturidade e a repercussão do seu sucesso
pessoal. Outra participação importante
do cantor se deu no disco em homenagem a Jackson
do Pandeiro, no qual gravou em dueto com Chico
Buarque "A mulher do Aníbal".
Esta faixa foi incluída no disco "Duetos"
de Chico Buarque, lançado em maio do mesmo
ano. Participou do disco "Jorge Aragão
ao vivo convida", pela gravadora Indie Records,
no qual interpretou em dueto com o anfitrião
"Mutirão do amor", parceria com
Jorge Aragão e Sombrinha. Fez show de lançamento
do CD "Deixa a vida me levar" no ATL
HALL, com participação de seu filho
Eduardo e de Serginho Meriti. A faixa "Deixa
a vida me levar" foi a música mais
executada nesse ano, segundo pesquisa da ABPD
(Associação Brasileira dos Produtores
de Discos), associação que reúne
as cinco multinacionais do disco: Sony, BMG, Universal,
EMI e Warner e ainda a Som Livre.
Em 2003, participou do CD "Duetos",
de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou,
com o anfitrião, "Fé e raiz".
Recebeu o prêmio de "Melhor Cantor
de Disco de Samba" pelo CD "Deixa a
vida me levar", no "Prêmio Tim
de Música", no Teatro Municipal do
Rio de Janeiro. Ao lado de Arlindo Cruz e Almir
Guineto participou do CD "Sambas de Almir",
disco da cantora Dorina em homenagem à
obra de Almir Guineto. Lançou o CD e DVD
"Zeca Pagodinho Acústico MTV",
com arranjos de Rildo Hora e Paulão Sete
Cordas e ainda a participação dos
músicos Mauro Diniz, Henrique Cazes e Jorge
Gomes. No CD foram incluídos alguns de
seus maiores sucessos. Entre as composições
destacaram-se "Verdade" (Nélson
Rufino e Carlinhos Santana), "Quando eu te
contar (YaYá)" (Serginho Meriti e
Beto Sem Braço), "Patota do Cosme"
(Nílton Bastos e Carlos Senna) e "Brincadeira
tem hora" (Zeca Pagodinho e Beto Sem Braço).
As quatro composições inéditas
foram "Lá vai marola" (Serginho
Meriti), "O penetra" (Zé Roberto),
"Comunidade carente" (Barbeirinho do
Jacarezinho, Marcos Diniz e Luiz Grande) e "Pago
pra ver", de autoria de Nelson Rufino e Toninho
Geraes. O CD chegou à marca de 530 mil
cópias vendidas e o DVD vendeu 230 mil
cópias. Neste mesmo ano, foi finalizado
o documentário "O jaqueirão
do Zeca", curta-metragem dirigido por Denise
Moraes e Ricardo Bravo e lançado o livro
de Luiz Fernando Vianna, "Zeca Pagodinho
- a vida que se deixa levar" (Coleção
Perfis do Rio) pela RioArte e Editora Relume-Dumará,
sobre personalidades importantes da vida cultural
da cidade do Rio de Janeiro.
Ganhou o "Prêmio Tim 2004" na
categoria "Melhor Cantor de Samba".
Neste mesmo ano foi um dos convidados de Beth
Carvalho no DVD "Beth Carvalho - a madrinha
do samba", no qual interpretou em dueto com
a anfitriã as faixas "Camarão
que dorme a onda leva" (c/ Arlindo Cruz e
Beto Sem Braço) e "Ainda é
tempo de ser feliz", de autoria de Arlindo
Cruz, Sombra e Sombrinha.
No ano de 2005 lançou o CD "À
vera", no qual interpretou de sua autoria
"Quem é ela" (c/ Dudu Nobre),
"Cavaco e sapato" (c/ Nei Lopes) e "Zeca,
cadê você?" (c/ Jorge Aragão),
faixa na qual contou com as participações
especiais de Marcelo D2, Seu Jorge e Baixinho
(caseiro de Zeca Pagodinho). No disco também
interpretou "Dona Esponja" (Marcos Diniz,
Barberinho do Jacarezinho e Luiz Grande), "O
biscateiro" (Serginho Meriti e Jairo Aleixo),
"Vida da gente" (Alamir e Roberto Lopes),
"Cachorro" (Caprí e Almir Guineto),
"Dizer não pro adeus" (Dona Ivone
Lara, Bruno Castro e Luiz Carlos da Vila), "Cadê
meu amor?" (Nélson Rufino), "Pra
São Jorge" (Pecê Ribeiro), "Coração
feliz" (Monarco e Mauro Diniz), com a participação
da Velha-Guarda da Portela e ainda "Ninguém
merece", composição de Arlindo
Cruz, Jorge David e Acyr Marques, incluída
na trilha sonora da novela "A lua me disse",
da Rede Globo.