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CONFETES E SERPENTINAS |
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RÁDIO BERÇO DO SAMBA |
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GRUPO BERÇO DO SAMBA
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A Cachaçaria
Mangue Seco é um casarão como
a maioria dos imóveis da Rua do Lavradio.
Mas as semelhanças param por aí.
O local é considerado como a maior
cachaçaria do Rio de Janeiro, com mais
de 100 tipos para degustação
exibidas em suas prateleiras, além
de servir drinques bastante criativos. A casa
vem atraindo o público carioca no segundo
andar de um dos casarões centenários
da Lapa, onde também fica o restaurante
de mesmo nome.
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O cardápio,
criado pelo publicitário e cachaceiro
Paulo Magoulas, explica em detalhes a procedência
e a história de cada versão
da bebida. Entre as mais procuradas estão
as mineirinhas como a Dona Beja (de fermentação
feita com fubá de milho e destilada
em tonéis de carvalho) e a Monte Alvão
(envelhecida em jequitibá rosa).
A cachaça já é reconhecida
mundialmente como a nossa bebida, e vários
compositores já lembraram dela em suas
canções:
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Cachaça
não é água
não
(M. Pinheiro, L. de Castro
e H. Lobato)
Se você pensa que cachaça
é água,
Cachaça não
é água não,
Cachaça vem do alambique,
E água vem do ribeirão.
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Camisa
listrada
(Noel Rosa)
Vestiu uma camisa listrada,
E saiu por aí,
Em vez de tomar chá
com torrada,
Ele tomou parati
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Na
batucada da vida
(Ary Barroso e Luiz Peixoto)
Depois de meu batismo de fumaça
Mamei um litro e meio de cachaça
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Gabriela
(Tom Jobim)
Casa de sombra vida de monge
Quanta cachaça na minha
dor
Volta pra casa, fica comigo
Vem que eu te espero tremendo
de amor
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Meu
caro amigo
(Chico Buarque)
Muita mutreta pra levar a
situação
Que a gente vai levando de
teimoso e de pirraça
Que a gente vai tomando que
também sem a cachaça
Ninguem segura esse rojão
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Tarde
em Itapoã
(Vinicius de Moraes)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de
rolha
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E para ambientar
tudo isso, a casa coloca à disposição
dos clientes, música de boa qualidade.
No sábado em que a equipe do site esteve
lá, o grupo que se apresentou foi o
Bossa do Samba.
O nome já mostra o que você vai
ouvir: A sonoridade dos ritmos genuinamente
brasileiros.
Enquanto abríamos os trabalhos com
pastéis e cerveja, o grupo começava
com um set totalmente instrumental, onde o
saxofonista e clarinetista Zé Rangel,
dava o tom.
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Aos poucos
as pessoas vão chegando. O público
varia na faixa etária. Os casais preferem
as mesas do fundo do salão.
O violão 7 cordas de Marlon Mouzer
é caprichado. E a cozinha, do grupo
e não do restaurante, é comandada
por Marquinho Ribeiro e Carlinhos Rufino. |
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O cavaquinista
Isaías Costa dá o tom da nova
levada e, de repente, surge Porfírio
Neto, que tocava tamborim no começo
da apresentação e empunhando
o microfone, mostra a verdadeira bossa do
samba.
Não demora muito pra que as pessoas
se levantem das cadeiras e fiquem no meio
do salão pra sambar. |
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Nininho,
como é conhecido o vocalista, se mistura
ao público e toma conta da apresentação.
Com excelente harmonia, o grupo Bossa do Samba
é apresentação imperdível. |
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E
o Mangue Seco? Bom, a cachaçaria tem
realmente uma excelente variedade da pinga,
bons petiscos e um garçom chamado Felipe
que não deixa ninguém sem atendimento.
Uma combinação perfeita para
um fim de semana.
Fotos:
Solange
Bechara
Mangue Seco Cachaçaria
Endereço: Rua do Lavradio, 23 - Centro
Tel.: 3852-1947
Horário: Seg, das 11h às 15h
Ter-Sáb, das 11h às 13h
Contato Grupo Bossa
do Samba - Bossadosamba@yahoo.com.br
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