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CONFETES E SERPENTINAS |
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RÁDIO BERÇO DO SAMBA |
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GRUPO BERÇO DO SAMBA
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Não
faz muito tempo, o cantor e compositor Moacyr
Luz fez uma visita à tradicional
roda de samba que o Clube Renascença
promove aos sábados. Gostou do espaço,
do astral e resolveu que um dia por semana
estava pouco. Como gosta muito de samba e
de trabalhar, inventou de reunir cantores,
compositores e instrumentistas no único
dia que os músicos tiram folga. Juntou
os mais chegados – Luis Carlos
da Vila, Bandeira Brasil, Zé Luiz do
Império e Riko Dorilêo,
entre outros – e fez nascer na segunda-feira
seguinte o Samba do Trabalhador. A roda virou
um sucesso e poucas semanas depois já
era difícil disputar um espaço
na quadra ou no terreiro do Renascença.
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Quem imaginaria
que em plena segunda-feira, considerado o
pior dia útil da semana, devido ao
descanso merecido de sábado e domingo,
em horário comercial – das 15h
às 21h – , um clube fosse receber
mais de mil pessoas para uma roda de samba?
Pois é o que acontece. São inúmeros
compositores do primeiro time reunidos à
sombra de uma caramboleira e desfilando sambas
antigos e inéditos, com as frutas caindo
ao lado de copos de cerveja e cachaça
artesanal e um clima que – dizem os
bambas – lembra os primórdios
do Cacique de Ramos. O nome da festa é
fina ironia do músico e poeta carioca
Moacyr Luz: Samba do Trabalhador.
De acordo com a declaração do
próprio Moacyr Luz,
ao Jornal O Dia, a festa é uma homenagem
aos músicos, que descansam na segunda,
mas também uma provocação
à cidade. Segundo ele, no começo
eram apenas um grupo de músicos mostrando
suas composiões. Só que novos
adeptos foram surgindo e o pior que já
tem gente matando trabalho e aula pra curtir
esses verdadeiros momentos de alegria.
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Ainda sobre
a roda, Aldir Blanc, Wanderley Monteiro
e Bandeira Brasil e Ratinho batem
ponto todas às segundas. “Há
muitos violões e cavacos, a harmonia
prevalece. É samba sem agrotóxico”,
declarou Ratinho à reportagem do Jornal.
Outras presenças ilustres surgem de
mansinho por lá de vez em quando. Zezé
Motta apareceu certa vez e cantou
Senhora Liberdade. Mart’nália,
filha de Martinho da Vila,
comemorou o aniversário de sua irmã, Analimar no local. Todos
tentando dar um tempero especial ao samba-raiz.
E em falar em tempero, costelas com batata,
carne-seca com abóbora e dobradinha
com arroz, acarajé e caldinhos fazem
parte do cardápio local. |
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Além
de produtor incansável, Moacyr
Luz tem bom faro para o samba que
pode dar samba. Contando com a direção
sempre precisa do maestro Rildo Hora,
reuniu a trupe no CD Renascença
Samba Clube (Lua Discos), que funciona
como mostra da produção de compositores
que são presenças garantidas
nas tardes-noites de segunda. Como toda antologia,
o disco tem altos e baixos na cantoria ou
no repertório. Como toda gravação
ao vivo, conta mais a espontaneidade do que
a técnica. Mas aponta destaques de
composições ou de interpretações
como País da percussão, de Dorilêo,
interpretado pelo próprio; a bela homenagem
a Candeia (O sonho não
acabou), de e por Luis Carlos da Vila;
a emoção de gogó de Zé
Luiz em sua maravilhosa Minha arte
de amar (parceria com Nei Lopes) e o próprio Moacyr Luz com o comovente
Cabô, meu pai (“O pai me disse
que a tradição é lanterna/Vem
do ancestral, é moderna/Bem mais que
o modernoso”, em parceria com da
Vila e Aldir Blanc).
Cachaça, cerveja, e jiló na
mesa, os músicos vão se chegando.
O público também, e se posicionando
em volta. Além de Moacyr, Bandeira
e Luis Carlos da Vila (que não
faltam nunca), aproveitando a folga ou encarando
o batente se misturam com aprendizes no Samba
do Trabalhador profissionais como Riko
Dorilêo, Marquinhos Satã, Pedrinho
da Flor, Efson, Toninho Geraes, Luisa Dionísio,
Tantinho da Mangueira, Paulão Sete
Cordas, Trambique, Beto Cazes, Ernesto Pires,
Bira Show e Wanderley Monteiro, que
é compositor de mão cheia e
também ‘trabalhador de carteira
assinada’:
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No
encontro em que a equipe do site esteve, pudemos
conferir as músicas de Efson,
autor do sucesso Brilha pra mim, que foi sucesso
na voz de Jorge Aragão,
e Caçamba, gravado pelo grupo Molejo,
além da inédita Pra quê
fantasia?, que faz parte do novo CD do cantor.
Uma linda melodia que também vai ficar
gravada na memória.
Luiz Carlos da Vila estava
acompanhado de sua mãe, D. Esmerilda,
que completava 78 anos, com o charme, simpatia
e um belo sorriso no rosto.
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