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Do alto de seus 78 anos completados recentemente
no dia 17/08 o Mestre Hildemar Diniz, só conhecido
como Monarco, foi comemorar seu aniversário mas na
verdade ele nos deu um presente, se apresentando no intimista
palco do Teatro Rival na noite do dia 18/08.
Monarco abre o show às 20:10, visivelmente
emocionado, o mestre começa cantando de sua autoria
“Vivência no morro” que conta um pouco da
própria história do sambista, que nasceu em
Cavalcante e passou parte da vida em Nova Iguaçu, antes
de, graças aos Deuses do samba, ir parar em Osvaldo
Cruz. Passeando pelo seu vasto e rico repertório autoral,
Monarco cantou e contou histórias de suas composições
com parceiros como Paulo da Portela, Alvaiade, Alcides Malandro
Histórico, Chico Santana, Ratinho e o filho Mauro Diniz.
Entre sucessos como “Passado de glória”
(Monarco), “Lenço” (Chico Santana/Monarco),
“O Quitandeiro” (Monarco/Paulo da Portela), “Coração
em desalinho” (Monarco/Ratinho), “Tudo menos amor”
(Walter Rosa/Monarco) o líder da Velha Guarda da Portela
cantou, para nosso deleite, canções como “De
Paulo a Paulinho” (Chico Santana/Monarco), “Homenagem
à Velha Guarda” (Monarco) além de uma
ainda inédita parceria com Mauro Diniz que fala da
esperança e ansiedade da Portela pelo tão esperado
22º título.
Mostrando irreverência, o aniversariante
da noite contou várias ótimas histórias
como a da época em que começou a compor ainda
menino com o malandro histórico, que foi quem deu a
primeira oportunidade ao jovem compositor. Ele conta que Alcides
só queria saber de fazer samba em que a mulher estava
sempre por baixo, era sempre quem perdia na história
e que a sua esposa Guiomar vivia reclamando disso e da boemia
do marido, que foi então que, para dar uma apaziguada
nessa relação ele fez: “Eu vivia, isolado
no mundo, quando eu era vagabundo, seu teu amor ...”
.
Após o público cantar parabéns
para o mestre, porém antes dele sair do palco, Monarco
retorna ao microfone e canta “Foi um rio que passou
em minha vida” (Paulinho da Viola) e Contos de areia
(Dedé da Portela/Norival Reis) para delírio
da nação portelense e não portelense
presentes no local, uma noite mágica.
Agradecemos.
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